segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Show de Mano Brown leva fãs a Vila Kennedy


O show estava marcado para 22 horas, mas meia noite ainda não se ouvia uma só nota saindo das caixas de som, montadas às pressas na quadra da Unidos de Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio. A apresentação prevista nesta sexta, 11, era do rapper Mano Brown, vocalista do grupo paulistano Racionais MC’s.

Vinícius de Jesus, um dos organizadores da vinda do cantor ao Rio, foi avisado no mesmo dia que o show tinha sido proibido pelo comandante do 14º Batalhão da PM, Gláucio Monteiro. Com a proibição, os serviços contratados para o show foram cancelados. O alvará liberando o espaço só chegou às oito da noite, quando Vinícius começou uma árdua correria contra o tempo para encontrar uma equipe que pudesse fazer o som de Mano Brown e seus convidados.

Para o cantor, cujas músicas denunciam a violência e o preconceito contra as classes mais desfavorecidas, o incidente é revelador desta discriminação. “Minha música incomoda muita gente”, avaliou Brown, conhecido por seus problemas com a polícia, que freqüentemente proíbe suas apresentações nas periferias.

Em entrevista exclusiva ao Viva Favela antes do show, Mano Brown falou sobre seu novo projeto, “Suite Music – A força do rap com a potência do soul”, realizado em parceria com o também rapper Lino Krizz. “O nome já diz tudo, é música doce de se ouvir e de dançar. Há uma grande influência da música soul dos anos 70, mas com um compasso contemporâneo tendo o rap como base. É música feita a partir de experiências pessoais, em nossos melhores e piores momentos. Diz muito sobre a solidão, o amor, a família, as belas mulheres”, descreveu.

Seu último show, em uma boate chique de São Paulo, frente a um público classe média, resultou em críticas na mídia as quais Brown responde com certa exaltação. “São jornalistas recalcados. Depois de tanto tempo de estrada tocando em periferias e guetos, é fato nos transformarem em vidraças a partir de atitudes que fogem de nossa ideologia.” Sobre as manifestações que vêm acontecendo nos últimos meses pelo Brasil, o cantor é enfático. “Toda manifestação é válida. Quem deve ditar as regras é o povo. O Brasil é nossa casa.”

Após longas horas de testes de som, Mano Brown e seus convidados subiram no palco pouco antes do amanhecer, sob aplausos histéricos de uma platéia de aproximadamente 1 000 pessoas. Além das músicas do novo projeto, Brown e convidados cantaram peças memoráveis do repertório dos Racionais como “1 por amor. 2 por dinheiro”, “Vida Loka I e II”, “Eu sou 157” e “Jesus Chorou”, deixando o público eufórico.

Apesar do atraso, o público não faltou e veio de diversos cantos da cidade prestigiar o artista. A paulista Alzira Valéria (31), radicada há oito anos no Rio, é moradora da Tijuca, e fã de Mano Brown e companhia desde os 16 anos. Já foi a inúmeros shows, inclusive no Capão Redondo, bairro da região sudoeste de São Paulo onde surgiram os Racionais, no início da década de 90. “Eu me sinto influenciada quando ouço as músicas dos caras. Gosto de várias como ‘Da ponte pra cá’ e ‘Jesus Chorou´”.

Os amigos Sandro Silva (19), Marvin Lobo (18) e Pablo Borges (25) contam que ouvem Racionais desde criança. O grupo influenciou o gosto pelo hip hop, gênero nascido no subúrbio de Nova York. “Eu comecei a ouvir por influência do meu vizinho, que costumava colocar o som deles nas alturas, daí não parei mais de ouvir” revela Sandro. Pablo diz que músicas como a dos Racionais ajudam a criar um senso crítico perante problemas da sociedade. “As músicas do Mano Brown soam como conselho que ouvimos de um irmão mais velho.”


Já Marcos (55), que veio a convite da filha Luana (28), estabelece uma relação de sinergia com o grupo. “A primeira vez que ouvi me causou um impacto. As letras do Mano Brown buscam uma identidade voltada às raízes africanas. Ele é um dos grandes representantes do movimento negro no Brasil."

Ana Flávia (18) foi acompanhada de sua mãe Saiúre (35). Fanática pelo grupo, vê a história contada em “Negro Drama” se confundir com a de seu pai, preso em Bangu 3 há um ano e nove meses. “Meu pai vive muito o que essa música fala. Eu acompanho de perto seu sofrimento. É uma história real que acontece com muitos brasileiros afrodescendentes, que lidam com o racismo de cor e classe social”.


Antes de o show acabar, sob a luz do crepúsculo, o cantor anunciou a próxima apresentação dos Racionais, e convidou a platéia a marcar presença, em referência ao incidente do início da noite. “Dia 8 de novembro quero todo mundo presente na Fundição. A casa vai cair”, encerrou.

Por Guilherme Junior

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Curtindo a Vila Kennedy


       A escritora Clarisse Lispector, em um de seus mais emocionantes poemas - "Há Momentos" - nos aconselha que devemos sonhar com o que quisermos, ser o que quisermos ser. Que independente das dificuldades, é necessário buscar um futuro brilhante, baseado num passado intensamente vivido. É a partir desse poema que  o diretor Guilherme Junior estruturou o curta-metragem documental "Curtindo a Vila Kennedy" com parceria do Bairro Educador e alunos da Escola Municipal Orestes Barbosa - localizada no mesmo bairro. Nossa gente falando de suas experiências, contando o que há de melhor e o que há para se melhorar em nossa comunidade. Um universo de assuntos que se desenrola em pouco mais de 5 minutos cujo objetivo é mostrar que "a vida não é de se brincar, porque em um belo dia se morre."


segunda-feira, 24 de junho de 2013

1 dia, 2 filmes. Críticas:


Universidade Monstros: Se Sullivan é o grande astro do primeiro filme da Disney/Pixar, Mike Wazowski rouba a cena em Universidade Monstros e mostra que não precisa ser um grandalhão com uivo estridente pra ser um bom empregado da Monstros S/A.

Minha mãe é uma peça - O Filme: Vi a minha mãe, as minhas tias, as mães dos meus amigos em um personagem só. Tudo junto e misturado com muitas cenas engraçadas com pitadas de doçura - coisas que só nossas mães têm. Se a Senhora dos Absurdos (220Volts - Canal Multishow) era a minha personagem favorita, Dona Hermínia alcançou o primeiro lugar sem muito esforço. Muitas palmas para Paulo Gustavo.

Por Guilherme Junior

terça-feira, 4 de junho de 2013

Elenco do filme Faroeste Caboclo visita Ponto Cine


Nesta segunda-feira (3) o Ponto Cine recebeu os astros do longa-metragem brasileiro "Faroeste Caboclo", filme baseado na famosa música de mesmo nome do cantor e compositor Renato Russo líder da banda Legião Urbana.  O diretor Renê Sampaio, a produtora Bianca de Felippes e os atores Fabrício Boliveira e Felipe Abib participaram de mais uma edição do "Diálogos com o Cinema".


O diretor Renê Sampaio falou da experiência de tornar uma música de aproximadamente 9 minutos em um filme de 105 minutos: "Tivemos que fazer um recorte do tema central da música. Sabemos que algumas partes não foram incluídas no filme, mas é porque não se encaixavam no drama que eu queria contar para os espectadores. Algumas partes que eram ditas pelos personagens na música não cabiam nas falas dos personagens do filme." Renê ainda falou do contato que teve com a família do Renato Russo no desenvolvimento do projeto: "A família do Renato foi muito bacana com a gente. Me deixaram a vontade e não interferiram em nada no resultado. Eles foram essenciais nesse trabalho."


A recepção do público nas salas de cinema pelo o Brasil não poderia ser melhor. Logo no primeiro final de semana, o público registrado já passou de meio milhão. A produtora Bianca de Felippes vibrou ao dar a notícia ao público que compareceu em peso ao evento: "Estamos muito felizes com o resultado do nosso trabalho. Nós que trabalhamos com cinema nacional sabemos que temos que brigar dia após dia com os blockbusters americanos que já possuem vaga garantida nas salas de exibição. Uma quantidade tão grande de gente assistindo a um filme nacional em seu primeiro final de semana é uma vitória."

Os atores representantes do triângulo amoroso Fabrício Boliveira (João de Santo Cristo) e Felipe Abib (Geremias) discorreram sobre o processo de criação de seus personagens que disputavam o amor de Maria Lúcia interpretada pela atriz global Ísis Valverde: 
- João de Santo Cristo é um personagem intenso. É um andarilho. Eu brincava nos bastidores dizendo que o que guiava o personagem eram seus pés. Ele vivia como nômade, sempre em busca de um lugar pra ser chamado de seu - completou Fabrício.


Já Felipe imaginou o antagonista Geremias como um jovem delinquente - como os skinheads - de Brasília. 
- Quando construí o Geremias pensei naqueles playboys que gostam de fazer arruaça, promovem festa de roque, picham muros da cidade, queimam índios. Tentei trazer a história passada na música para um ambiente bem real. 
No final do bate papo, o público ainda foi contemplado com o show da banda "Zero 9" com participação do cover oficial do Renato Russo, Guilherme Lemos que interpretou músicas memoráveis como "Teatro dos Vampiros", "Que país é esse?" e a música que dá nome ao filme "Faroeste Caboclo".
Maiores informações sobre o "Diálogos com o Cinema", acesse a página do Ponto Cine: www.pontocine.com.br




quarta-feira, 8 de maio de 2013

24h, 3 filmes brasileiros. Críticas:


- "Claun" Felipe Bragança (Psicodélico demais pra minha cabecinha fraca);
- "Meu Pé de Laranja Lima" (Quase dormi na poltrona);
- "Somos Tão Jovens" Marcos Bernstein (Quase pulei da poltrona).

Eis as respectivas sinospses:

"Claun"
 Direção: Felipe Bragança

Claun narra um ano na vida da protagonista, Ayana, uma menina de 13 anos, descendente de uma família com uma longa linhagem de Bate-Bolas – grupos de homens mascarados que aparecem anualmente nos carnavais cariocas. Ao contrário do que as pessoas comuns acham, os Bate-Bolas, Clovis e Clauns, não saem apenas no carnaval por um motivo meramente festivo, mas porque há um mistério nas ruas do Rio de Janeiro que precisa ser mantido nas sombras. Há mais de 100 anos, esses 3 grupos de mascarados são vistos pelas ruas da cidade, se misturando à multidão e a pessoas comuns que se fantasiam como eles para brincar os 4 dias de carnaval. O que as pessoas comuns não sabem, e que Ayana vai descobrir nesse ano, é que há algo além nas atividades desses 3 grupos de mascarados e que sua função na cidade é muito maior do que se imagina…

"Meu Pé de Laranja Lima"
Direção: Antônio Carlos da Fontoura

Zezé (João Guilherme Ávila) tem quase oito anos e vive com sua família pobre no interior. Ele é sensível, ele é precoce, ele é um contador de histórias: ele é um problema! Seu esporte favorito é transformar sua casa e a vizinhança em cenário para suas traquinagens. E elas não são poucas. Seu refúgio preferido é um pé de laranja-lima. É com ele que desabafa as coisas ruins que lhe acontecem, que comemora uma boa novidade ou com quem divide suas travessuras secretas. Uma história de amor e amizade tão tocante quanto o mais improvável dos encontros.

"Somos tão Jovens"
Direção: Marcos Bernstein

O jovem Renato Russo não tem tempo a perder: sonha ser um astro do rock. Mas ainda é cedo. Ele precisa estudar, dar aulas de inglês, tranquilizar os pais, curtir a turma, curar dores de amor e, principalmente, arrumar quem toque na sua banda. Do Aborto Elétrico à Legião Urbana, “Somos Tão Jovens” apresenta os primeiros acordes do mito Renato Russo e da turma do Rock Brasília, criadores de sucessos como “Que País é Este”, “Geração Coca-Cola”, “Eduardo e Mônica” e muitas outras músicas que marcam e transformam fãs geração após geração, iniciando a trajetória que a tornará a maior banda do Rock Brasil e Renato Russo o porta-voz da juventude urbana do país inteiro.

#S2cinemanacional

Por Guilherme Junior

sábado, 20 de abril de 2013

Histórias de Vida

O curta-metragem "Histórias de Vida" foi idealizados por professores do CIEP Vila Kennedy. Tendo como protagonistas alunos do PEJA (Programa para  atendimento à educação de jovens e adultos), o documentário relata histórias e experiências de alunos que por algum motivo tiveram que abandonar os estudos e por força de vontade ou, até mesmo, por necessidade voltaram a estudar. "Histórias de Vida" foi o grande vencedor do prêmio "Eu curto a Vila Kennedy", uma das categorias lançada no CurtaVK em 2012. O curta foi dirigido pelo professor Valdemir Duarte, com a cooperação das professoras Cátia Fontes e Deyse Assis. Assista e se emocione!


sábado, 6 de abril de 2013

Curta VK é tema da edição #14 dos videos "Imagina na Copa"




O Curta Vila Kennedy é uma mostra de cinema criada por um coletivo de cinco amigos moradores e ex-moradores da Vila Kennedy, bairro da zona Oeste do Rio de Janeiro. Érica, Luana, Guilherme, Débora, Isabel e Isabelle estudavam no mesmo colégio na adolescência. A amizade que cultivaram ao longo dos anos possibilitou que, juntos, criassem um festival de filmes para as pessoas do bairro em que cresceram, onde até hoje não há sequer uma sala de cinema.
Vila Kennedy é um bairro afastado do centro do Rio de Janeiro, onde a oferta cultural é pouca ou inexistente. Ainda na adolescência, grupo começou a se organizar para ir ao cinema, ao teatro, ao jardim botânico e a exposições na região mais central da cidade. Passaram a frequentar, por iniciativa própria, o circuito de arte e cultura, ainda sem a ideia de que aquilo poderia vir a se tornar um trabalho coletivo. A motivação, na época, era dar vazão à sede de conhecimento e explorar o que a cidade oferecia para além do bairro onde moravam.
A ideia de fazer um festival de curtas surgiu por iniciativa do Guilherme Júnior, o único homem do grupo – bastião da resistência no meio da mulherada. Ele havia acabado de retornar de um intercâmbio em Portugal, na Universidade do Porto, onde estudou cinema como extensão ao curso de Belas Artes que havia feito na UFRJ, no Brasil. No período em que ficou na Europa, participou de mostras de cinema, chegou a ganhar alguns prêmios e voltou para casa com a ideia de montar sua própria mostra na mala. Inscreveu-se em um edital e ganhou. Convocou as meninas que já eram suas amigas para colocar a ideia em prática. Elas toparam sem pestanejar.
O primeiro festival aconteceu em março do ano passado. Foram três dias de mostra em que foram exibidos filmes produzidos pelos próprios moradores da Vila Kennedy – curtas documentários com foco na vida da própria comunidade. O evento conseguiu reunir uma audiência de 600 pessoas. O destaque ficou por conta da participação das crianças.
“As crianças ficavam enlouquecidas, nunca tinha ido ao cinema, nunca tinham participado de nada parecido com aquilo. Foi bem tocante. Elas ficavam perguntando ‘Tia, quando é que vai ter outro? Eu quero mais filme!’”, conta Débora.
A primeira edição do Curta VK conseguiu uma boa exposição em mídia. Houve premiação e a galera ganhou câmeras para continuar filmando e produzindo filmes.
Em 2013, apesar de não terem conseguido patrocínio, decidiram manter o compromisso da mostra, como forma de marcar o evento no calendário de Vila Kennedy. O “Curta VK 1 ano depois” não teve caráter de festival com premiação e, por conta do custo, foi feito em um só dia, para um público menor do que na edição anterior.
Foram exibidos 5 curtas de coletivos de cinema da periferia do Rio de Janeiro, como oCinema de Guerrilha da Baixada. Além da exibição de curtas, houve uma roda de conversa reunindo cineastas e diretores dos filmes exibidos sobre o tema “liberdade criativa no cinema independente”. O debate é importante para levar às pessoas da comunidade a mensagem de que elas podem fazer cinema também.
Além dos cineastas de outras comunidades, o coletivo convidou dançarinos de passinho para participar do evento. “Gostamos de trazer sempre pessoas de comunidades, que têm talentos, que são pops, que são artistas, pra fomentar a ideia de que é possível fazer, produzir cultura”, conta Érica Magni, uma das organizadoras.
Quer saber mais sobre o projeto Imagina na Copa? Acesse o link abaixo:

quinta-feira, 28 de março de 2013

Pintando a Vila estreia no CurtaVK 1 Ano Depois


O filme "Pintando a Vila", documentário que mostra as intervenções artísticas que o coletivo MODU (Movimento Desabafo Urbano) vem fazendo na Vila Kennedy foi lançado no CurtaVK 1 Ano Depois. Pra quem não pôde participar da mostra ou para aqueles que ficaram com gostinho de quero mais, taí o filme que tem direção de Guilherme Junior, um dos idealizadores do CurtaVK.

CurtaVK - 1 Ano Depois (fotos)

E mais um CurtaVK foi realizado com grande euforia. Apesar de não conseguirmos verba para um dos maiores eventos de cinema da Zona Oeste do Rio de Janeiro, conseguimos mobilizar comerciantes e moradores da Vila Kennedy para que juntos pudéssemos trazer um pouco do que a sétima arte nos proporciona. Já estamos esperando a próxima oportunidade de mostrarmos o melhor do cinema independente no bairro onde crescemos e temos enorme carinho. Nos vemos no próximo verão!

A pipoca não faltou na mostra CurtaVK - 1 Ano Depois

Os moradores da Vila Kennedy prestigiam o CurtaVK - 1 Ano Depois

 A jornalista Claudia Fonseca, entrevistadora da roda de conversa,
 entre os cineastas Vitor Gracciano e Renan Schuindt  

 Moradores assistindo ao filme "Histórias de Vida", 
documentário ambientado em uma escola da Vila Kennedy


Galera da Batalha do Passinho marcando presença na mostra CurtaVK

 Anderson Epiphanio, Dj do Festival Curta VK – 1 ano depois, 
com as jornalistas  Luana Dias, Érica Magni e Cláudia Fonseca


Dj Will- Ô comandando as carrapetas na 
apresentação do grupo de hip hop Antiéticos

Equipe CurtaVK 

domingo, 24 de março de 2013

Muito Obrigado


A equipe CurtaVK agradece mais uma vez a população presente e aos apoiadores da mostra "CurtaVK - 1 Ano Depois". Fazer um evento de cinema em uma comunidade carente de cultura e que sofre com o descaso das autoridades não é fácil. Mobilizar pessoas, convidar cineastas, buscar apoios, correr atrás de doações, enfim, toda mobilização que fizemos foi por puro amor ao bairro onde crescemos. Sabemos o quão importante é nossa iniciativa de mostrarmos um mundo novo que chega pela grande tela de cinema. Sabemos também que podemos aguçar desejos, mostrar pontos de vistas diferentes, oferecer conhecimento. Fazemos isso com muita emoção porque o acaso nos deu oportunidade de pensarmos diferente. 
Agradecemos muito, muito mesmo ao nossos apoiadores que sem eles não teríamos realizados mais um grande encontro na Vila Kennedy: Supermercados Braga, Viva Favela, Cinema de Guerrilha da Baixada, Centro Comunitário Irmãos Kennedy, Vila Olímpica Ary de Carvalho, Baukurs Curso de Alemão, equipe de som W Sound, Faculdade CCAA, MODU, Bairro Educador, aos nossos divulgadores Sandro Mendes, Jornal O Dia, Jornal Expresso, Rádio Roquete Pinto, Rádio Bicuda FM,  aos cineastas que participaram da roda de conversa Vitor Gracciano, Ricardo Rodrigues, Renan Schuindt, Dj Will-Ô, à mediadora da roda Claudia Fonseca, aos músicos do Antiéticos, aos daçarinos Batalha do Passinho além de todos os participantes do festival. 

Aguardem novas iniciativas culturais. Tamos sempre na área, pois inventar é nosso lema!!!!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Batalha do Passinho no CurtaVK - 1 Ano Depois

Os dançarinos da Batalha do Passinho serão responsáveis pela abertura do Festival Curta Vila Kennedy - 1 Ano Depois. Isso quer dizer que a festa do cinema na Zona Oeste já começará em alto astral. E você? Vai perder essa boa? Chega mais que a entrada é franca e a pipoca é por nossa conta.

sábado, 16 de março de 2013

Viva Favela confirma parceria com CurtaVK


Pelo segundo ano consecutivo a ONG Viva Favela confirma parceria com o CurtaVK. No ano passado tivemos o prazer de receber uma oficina de DJ dos nossos parceiros que abalou as estruturas do festival. Os correspondentes comunitários Landa Araújo, Mascote, Paloma Silbar cobriram os 3 dias de evento que entraram para a história do Teatro Mário Lago e para a Vila Kennedy. Este ano o VF estará auxiliando a mostra "1 Ano Depois" na parte técnica. Um dos idealizadores da ONG, Walter Mesquita, é presença garantida na festa do cinema da zona oeste. Então anote na agenda! Nos vemos dia 23 de março, no Centro Comunitário Irmãos Kennedy, Vila Kennedy, a partir de 18h.

CCIK - Centro Comunitário Irmãos Kennedy

Para quem não conhece, o Centro Comunitário Irmãos Kennedy, onde acontecerá a mostra "CurtaVK - 1 Ano Depois", é um espaço público que serve à comunidade da Vila Kennedy e adjacências. Ele fica localizado na Estrada Sargento Miguel Filho, 371, quase esquina com a Av. Brasil, 34865. Fundado na década de 1960, o CCIK já abrigou uma creche e oferecia gratuitamente ensino complementar até o quinto ano. Atualmente o centro promove cursos profissionalizantes, além de oficinas que entretém jovens da comunidade.

    Fachada do CCIK - Centro Comunitário Irmãos Kennedy

sexta-feira, 15 de março de 2013

Comunicado Importante

Visando a qualidade da mostra "CurtaVK - 1 Ano Depois", resolvemos fazer a festa apenas no dia 23/03, sábado.  As atividades começarão as 18h. Isso quer dizer que teremos mais tempo para diversão. Estamos preparando os melhores filmes, a melhor roda com cineastas e produtores culturais. A pipoca para a criançada, é claro, não pode faltar. Lembrando que a entrada é franca! Todos estão convidados!!!!!!! 

terça-feira, 12 de março de 2013

Gigantes da Alegria é destaque no primeiro dia do CurtaVK - 1 Ano Depois


O curta "Gigantes da Alegria" dirigido pelos cineastas Ricardo Rodrigues e Vitor Gracciano será uma das atrações do "Curta Vila Kennedy - 1 Ano Depois".  O evento que acontecerá nos dias 23 e 24 de março, com entrada franca, receberá um dos diretores, Vitor Gracciano, para um bate papo na noite de sábado (23/03). Cinema de Guerrilha da Baixada marcando presença no CurtaVK. Entrada Franca!!!!



domingo, 10 de março de 2013

Cinema de Guerrilha da Baixada fecha com o CurtaVK



Cinema de Guerrilha da Baixada fecha participação com o "CurtaVK - 1 Ano Depois" e um de seus idealizadores, o cineasta Vitor Gracciano estará presente na roda de conversa da primeira noite da mostra. 

Sobre o CGB: 

Cinema de Guerrilha da Baixada é um movimento de cineastas e artistas desbravando territórios e fronteiras através de seus filmes.

O grande tanque de guerra cinematográfico do cinema de guerrilha é o filme "O Mendigo" que já participou de 22 festivais e mostras de cinema por todo o Brasil.
O movimento de guerrilha da baixada adota o lema da câmera na mão e uma idéia na cabeça. Somos várias cabeças e uma pequena câmera na mão, trilhando novos rumos para nossos filmes e para o movimento.


         HASTA LA VITÓRIA, SEMPRE! CINEMA DE GUERRILHA DA BAIXADA!!!

*mais sobre o CGB no site: cinemadeguerrilha.com.br







sábado, 9 de março de 2013

Os rappers do Antiéticos fecharão a primeira noite do Curta VK - 1 Ano Depois


         O grupo de hip hop da Vila Kennedy Antiéticos marcarão presença na primeira noite da mostra "CurtaVK - 1 Ano Depois". Flávio Santo, Thiago Ultra e Dj Will-Ô, jovens de Vicente de Carvalho, Jacarepaguá e Vila Kennedy respectivamente, farão as estruturas do Centro Comunitário Irmãos Kennedy tremerem. 


         O grupo Antiéticos tem sua lente nos descaminhos da sociedade. Seu rap é resultado das escolhas, reflexões e ações em meio ao entorpecimento promovido pelo Racismo e "estabilidade econômica", um dos fenômenos que criam mais consumidores e menos cidadãos. Nas rimas do Antiéticos, a crítica social, considerada por muitos como uma das causas do "atraso" do rap, tem o mesmo espaço que o discurso sobre o orgulho Africano! É o grupo que lançou a mixtape "Antes que as Estrelas se Apaguem", abordando política e cultura negra de uma forma bem poética.
        Para quem não conhece a música do grupo, aí vão algumas que estão disponíveis para download no site soundcloud.com/antieticos





quarta-feira, 6 de março de 2013

Faixa Etária: Livre

Como o público da primeira edição do CurtaVK foi de crianças e adolescentes, em sua maioria, pedimos encarecidamente, que os filmes enviados para a mostra "CurtaVK - 1 Ano Depois" sejam de faixa etária livre. O portão do Centro Comunitário Irmãos Kennedy, onde acontecerá o evento, ficará aberto durante todo final de semana que acontecerá a mostra.


Nosso lema é:
  "Portões abertos para quem quiser entrar."





domingo, 3 de março de 2013


           Você que possui algum curta metragem interessante, mande para a mostra "CurtaVK - 1 Ano Depois". Para quem não conhece, o festival Curta Vila Kennedy foi idealizado para promover a cultura audiovisual dos moradores da Vila Kennedy, bem como integrar e formentar a troca de experiências com moradores de outras comunidades do Rio de Janeiro. A primeira edição aconteceu em março de 2012 com mostras competitiva e não competitiva, além de música, roda de conversa e toda magia que o cinema amador pode oferecer. 
        Esse ano haverá somente uma mostra não competitiva em comemoração ao seu primeiro ano de existência. Quer participar conosco? Envie o curta através do e-mail curtavk@gmail.com.br. Vamos ficar felizes com seu apoio.
PS: Os curtas metragens enviados passarão pela curadoria da mostra e os que não se adequarem, serão automaticamente excluídos do evento.